sábado, 11 de janeiro de 2020

Mesmo que o mundo seja, no fundo, o Inferno, ainda nos resta, como humanos, suportá-lo com dignidade. Esta é a nossa prerrogativa e nossa transcendência. A covardia, que renega a nossa própria condição, deveria ser o oitavo pecado capital. Nunca me esqueço de Odisseu renunciando à perspectiva de imortalidade oferecida por Circe, para não trair a sua própria humanidade, seus companheiros, sua amada Penélope e seu pequeno reino de Ítaca.
(Alma Welt)
A Arte, para mim, foi desde sempre uma resposta para o enigma da Vida. Naturalmente esta resposta não é traduzível em palavras, senão em Poesia. Mas, vejam, eu não disse que a Arte decifra o grande Enigma, mas somente que é a nossa resposta, a nossa vez na grande Brincadeira...
(Alma Welt)
O retorno financeiro que a nossa arte nos dá (ou não) é irrelevante diante da relação de paixão, satisfação e transcendência íntima que ela nos propicia. Os verdadeiros artistas sabem disso e por isso não se queixam, ou não param de produzir quando não vendem, como um industrial ou mesmo um artesão o faria.
(Alma Welt)
O século XXI está se revelando o século da vergonha, do sobressalto e da indignação. O embate entre o Bem e o Mal, a polarização extrema, permeia o nosso dia a dia como somente nos períodos mais sombrios da Humanidade. Não tenho mais dúvidas de que vivemos um período Pré-Apocalíptico. O quê fazer? Nada podemos fazer a não ser nunca trair a Verdade, porque a Hipocrisia, esta sim, é a face preferida do Mal...
(Alma Welt)
Se tua paixão política for maior que tua paixão pela Arte, abandona a tua arte: não és mais digno dela.
(Alma Welt)
Não é possível ser um verdadeiro artista sem amar a humanidade. Mas não basta amar, é preciso gostar da humanidade, mesmo com os seus contrastes, tantas vezes extremos e terríveis. Ao contrário do que se pensa, isso exige um certo afastamento emocional, em favor do teor estético, que é justamente a chave e o segredo da existência do fenômeno artístico. Por isso escritores e cineastas frequentemente nos fazem apaixonarmo-nos por bandidos e vilões em obras de ficção.
(Alma Welt)