terça-feira, 27 de outubro de 2015
"Não gosto de cães na coleira. Há qualquer coisa de errado nisso. Para o cão e para o homem que é levado pelo cão." (Alma Welt)
"O mundo é interessante quando também o somos. Não somente interessados..." (Alma Welt)
"Quem não sofre com a solidão poderá ser um monge ou um eremita. Mas certamente não será um artista." (Alma Welt)
"A tecnologia fez o homem voar, mas continuamos invejando os pássaros. Haja visto as asas que atribuímos aos anjos," (Alma Welt)
"O abraço torna as pessoas imediatamente bonitas." (Alma Welt)
"Levantar de manhã já é uma aposta no futuro." (Alma Welt)
"Há um ridículo inerente ao poder. No mínimo o poderoso acaba sempre estufando o peito como um galo, sem perceber..." (Alma Welt)
"A Economia não é uma ciência exata. Por exemplo: quando honramos nossas dívidas elas nos enriquecem." (Alma Welt)
"Conhecemos melhor as pessoas pelo sorriso. Não o delas, mas o nosso." (Alma Welt)
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Sobre a solidão
A solidão, isto é, o sentimento de
separatividade é uma dessas ilusões negativas, como paranóia persecutória,
mania de grandeza, etc. Sim, freqüentemente se torna uma doença como aquelas.
Uma receita simples contra a solidão? Começa dedicando-te a uma arte qualquer
até te apaixonares por ela. Depois leve-a aos outros.... Logo estarás amando a
tua platéia... e estarás salvo." (Alma Welt)
Sobre o que é ser escritor
"Ser escritor não é simplesmente escrever bem. É preciso
ter o que dizer. Isso significa ter uma visão de mundo embasada tanto na
cultura como na experiência. Mas ser poeta é algo além disso. É ter uma total e
voluptuosa entrega à vida..." (Alma Welt)
Sobre a minha vida contada
"A tua vida é tão interessante quanto a contas?",
perguntou-me alguém... E eu respondi: Sim, cada vez mais, pois descobri que o
que eu invento é também a minha vida..." (Alma Welt)
Sobre o suicídio dos poetas
"Começo a perceber que pensar a vida o
tempo todo, mesmo traduzi-la em sensiblidade pela poesia, não é a coisa mais
saudável do mundo... E fico estarrecida com o número de poetas que se
suicidaram. Ah! Quem me dera ser uma loura burra como as das piadas!..."
(Alma Welt)
Sobre escrever
"Escrever pode ser uma atividade
profundamente anímica. Aliás como qualquer atividade se um verdadeiro artista a
exercer. As especialidades em si mesmas não são artes. Por exemplo: a pintura
pode ser uma arte se um artista a exercer. Quando tentada por um não artista, é
detestável. A poesia... a mesma coisa." (Alma Welt)
Sobre o sentimento de culpa
"A culpa é irmã do ressentimento. Não é o sentimento mais
categorizado para se restaurar alguma coisa. Só o amor reconstrói, reata,
redime." (Alma Welt)
Sobre o verdadeiro filósofo
"O verdadeiro filósofo não é
pontificante, mas instigante. Assim também os bons poetas. As musas me livrem
da tentação de emitir conceitos na minha poesia, se não forem acompanhados de
saudável auto-ironia..." (Alma Welt)
Sobre a futilidade
"Nós mulheres, genericamente temos uma
grande quantidade de qualidades humanas já cantadas em prosa e verso pelos
poetas e nunca pelos filósofos, quase sempre sintomaticamente misóginos. A
causa disso é a nossa futilidade, que prejudica nossa imagem perante a
inteligência. Mas... pensando bem, a futilidade e a leviandade não são só
nossas: a maioria dos homens também as ostentam..." (Alma Welt)
Sobre a consciência da morte
"O ser humano, ao "receber" ou desenvolver a
consciência plena de si mesmo, que o tornou distinto dos animais, herdou no
pacote a consciência de sua própria morte, que por si só poderia fulminá-lo em
terror e choque, se fosse plena e não atenuada pelo sonho do auto-engano. Os artistas têm essa consciência mais desenvolvida." (Alma Welt)
Sobre os homens livres
"Os homens livres sempre foram muito poucos no mundo, em
cada época. Alguns precisaram se tornar mendigos para isso, como
Diógenes de Atenas. A raridade advém do fato de que muitos com esse desejo mas
não vocação, no afã de se tornarem livres confundem liberdade com poder e
procuram dominar e explorar o próximo. Não p...ercebem que se tornaram
igualmente escravos lamentáveis. " ( Alma Welt)
Sobre a democracia
"A democracia, como tudo o que é humano,
tem um grave defeito: ela é uma diluidora de responsabilidades. Nela, nunca uma
pequena parcela da população é que é responsável pelas nossas desgraças. É
sempre a maioria que elege os nossos exploradores e tiranos." ( Alma Welt)
Sobre maturidade
"Se não crescêssemos e permanecêssemos
sempre crianças, em pouco tempo estaríamos sendo governados por um pequeno
tirano mimado. Que estou dizendo? Isso já acontece! Não crescemos nunca. O
adulto amadurecido é uma utopia..." (Alma Welt )
Sobre o verdadeiro idealismo
O verdadeiro idealismo, o dos poetas, se
confunde às vezes com o pessimismo. Reparem: os poetas não se iludem, e amam a
vida sem nunca ignorar a sua inerente tragédia..." (Alma Welt)
Essência e subjetividade
"A essência das coisas é o código comum
para a convivência humana. Entretanto essa essência passa também pela nossa
subjetividade. Quem me garante que é uma mesma cadeira, esta, que nós, tu e eu,
vemos? Quanto aos sentimentos então... Me admira como o homem possa ter leis e
costumes gerais e comuns. Aliás, não pode. D...aí o caos, o crime, a violência,
as guerras, a miséria humana e as prisões." (Alma Welt)
O olhar realista
"O olhar realista é raro e enganoso.
Alguns pintores como Lucien Freud parecem reivindicá-lo com suas maravilhosas
pinceladas de carne em decadência. A condição humana no seu aspecto puramente
físico, isento de paixões, a não ser uma ligeira melancolia..." (Alma
Welt)
A vida, uma estranha combinação
"A vida é uma estranha combinação de
destino e construção. E o mistério é não podermos distinguir com clareza o que
é um e o que é a outra em nossa trajetória. Mas essa ambigüidade é que torna a
vida uma aventura digna de ser vivida. E para sermos dignos dela devemos ter a
coragem ou a clareza de um cego no meio da escuridão." (Alma Welt)
Sobre a sociedade de consumo (II)
"Com o advento da sociedade de consumo, ficou perdida
talvez para sempre a possibilidade de se descobrir o sentido da vida.
Certamente não é consumir produtos, procriar novos consumidores e morrer. Seria
idiota demais..." (Alma Welt)
Sobre a sociedade de consumo
"Deus não pode ter nos criado para ganharmos dinheiro e
sermos consumidores e felizes quando podemos comprar coisas. A vida tem que ser
mais do que isso! Ou eu começarei a desconfiar da inteligência e da seriedade
de Deus..." (Alma Welt)
O que não te decepcionará
"A única coisa que não te decepcionará
nunca é a Arte, se fores um verdadeiro artista. Mas se te decepcionares, não
tens mais o direito de fazê-la." (Alma Welt)
O que a Arte exige
"O que a Arte exige do artista, acima do talento ou do gênio,
é o ENTUSIASMO. Achas pouco? Etimologicamente a palavra "entusiasmo"
vem do grego e quer dizer "engolir um deus". É isso, artista: deves
engolir um deus. Nada menos." (Alma Welt).
Sobre vida e poesia
"Construi minha vida e minha saga desde sempre através de
minha poesia. Não sei distinguir o que escrevo do que sou. Se algo penso e
lanço no papel aquilo está imediatamente acrescentado à minha autobiografia íntima.
Mas pensando bem... não somos todos assim? Quem mais
autorizados que nós mesmos para reconstruirmos nossa história, já que todo
olhar é subjetivo? " (Alma Welt)
O animal defeituoso
"Suspeito que o ser humano seja um animal
defeituoso, pois necessita de uma razão para viver, além do instinto. Foi isso
que nos levou a fazer tanta besteira, como criar a política e as grandes
cidades. Quanto ao amor... bem, creio que, apesar de tudo, foi por ele que Deus
fez vista grossa e nos poupou na hora do teste qualidade..." (Alma Welt)
Para se escrever
"Para se escrever algo válido, isto é, que tenha
ressonância na mente de muitos ao mesmo tempo, é preciso
que o pensamento tenha três atributos essenciais: Sintonia com o humano,
Sinceridade, e Pureza de propósitos. Bah!... e Humor... que é o quarto dos três
mosqueteiros." (Alma Welt)
"A propalada sabedoria da coruja
ficou um tanto desmoralizada depois
do seu trato com a águia. Mas pensando bem... o amor sempre nublou um pouco o
intelecto." (Alma Welt).
"Não sei quanto a vocês...
Quanto a mim não se passou um único dia em minha vida em que eu não tenha
pensado na morte... não a tenha imaginado e sofrido. Morbidez? Não! Eu chamo
isso Vida. Eu chamo isso Poesia..." (Alma Welt)
"Para se ser poeta é preciso, sim,
se estar sintonizado na beleza das coisas e das pessoas, enfim, do mundo. Mas,
notem: na beleza invisível dessas coisas, esse é o segredo. A beleza que
perpassa o espírito e o corpo invisível do homem, bem como dos quatro elementos da natureza. Podemos dizer que a Poesia
é linguagem “elemental". (Alma Welt)
"Há dois tipos de Poetas: os que são sábios e os que são artistas.
Não gosto dos poemas de sabedoria. Falta-lhes o sofrimento... Não falo do
sofrimento superado dos que se tornaram sábios, mas o sofrimento vivo, mesmo
que habilmente fingido como já o notara o Pessoa. O sofrimento visceral, como
também a alegria ingênua e esfuziante consolam mais o leitor que o pensamento
pontificante dos sábios..." (Alma Welt)
"Quando criança perguntei ao meu pai o que
eram os Estados Unidos da América. Ele respondeu: São um país superlativo. Lá
existe de tudo em grande quantidade. Exemplo: pessoas ruins... são milhões.
Pessoas boas... são milhões. Pessoas cultas... milhões. Pessoas ignorantes...
milhões. Pessoas talentosas... milhões. Pessoas medíocres... milhões.
Belicosos... milhões. Pacifistas...milhões...”
Então percebi que ele estava falando do Bem e do Mal. Ele estava falando da Humanidade..." (Alma Welt)
Então percebi que ele estava falando do Bem e do Mal. Ele estava falando da Humanidade..." (Alma Welt)
"Tenho certa vergonha de nós
mulheres... Não por nossa sensualidade, mas por nossa futilidade. Mas sobretudo
por nos deixarmos ser escravizadas por tantos milênios pelos homens.
Principalmente por criarmos nossas filhas e filhos de maneira a corroborar o machismo e a perpetuar a opressão sobre nós
mesmas..." (Alma Welt)
“O perfeccionista é alguém que não se aceita a si
mesmo, já que somos todos imperfeitos. Costuma ser um excelente artista ou
profissional, mas nunca um homem feliz. Mais freqüentemente, um neurótico
auto-crítico...” (Alma Welt)
“Alguém disse que o Poeta é o ponto mais alto do
humano. Eu concordo, e sinto muito frio aqui em cima... Tenho amiúde que descer
para me esquentar fazendo alguma besteira...” (Alma Welt)
"Eça de Queiroz escreveu que :
"A Arte é tudo. O resto é nada". Concordo cada vez mais com isso,
exceção feita ao Amor, que é a Arte suprema do coração... " (Alma Welt )
"Todo verdadeiro artista é
megalomaníaco. A perpetuação de sua obra... pode haver maior ambição?"
(Alma Welt)
"Como janelas amplas para o sol
entrar, pensamentos grandes dão ensejo
a grandes oportunidades..." (Alma Welt)
"As mentiras gratuitas são
inofensivas, por definição. O que me leva a concluir que os interesses e a
malignidade se aproveitam da ingenuidade das mentiras e as fazem de inocentes
úteis..." (Alma Welt)
"Ao contrário das leis físicas
da matéria, as coisas resolvidas ficam leves, às vezes se evaporam. As coisas
pendentes ou não acontecidas é que pesam, às vezes insuportavelmente sobre nós.
Supondo que a física quântica corrobora esta minha intuição aparentemente despropositada, o mundo de nonsense do
fundo da caverna... da Alice, ou para além do espelho, estaria também embasado
pela física de Niels Bohr..." (Alma Welt)
"Mães frágeis podem engendrar
filhos fortes. Por isso a coragem é filha da ingenuidade..."
(Alma Welt)
"Ser filósofo consiste em
aprofundar as generalizações possíveis e atemporais dos seres humanos,
independentemente de suas culturas e ambientes específicos. Aquele que os situa
em seu tempo e seu ambiente não chega a ser um filósofo. Talvez um historiador, um sociólogo... Quanto ao Poeta, este é um
navegador da alma. Pertence à categoria dos aventureiros..." (Alma Welt)
"As razões do coração são sempre
as do amor. O que tem é que muitos de nós não confiamos nas razões dele,
suspeito que se tornou de tragédias e fracassos. Mas reparem, o mundo dos
delírios pertence ao mundo da razão quando perdida. O coração é bem mais sábio..." (Alma Welt)
"Goya escreveu que "o sonho
da razão produz monstros". Quererá isto dizer
que para evitarmos o pesadêlo devemos abandonar a nossa racionalidade
renitente, quando esta insiste em nos acompanhar até no sonho? Assim, para
voltarmos ao paraíso devemos recuperar a inocência do coração. Esta é a
chave..." (Alma Welt)
"A Natureza, que o homem, uma vez expulso, no
seu inconsciente ressentido via como adversa e que portanto devia ser vencida,
é, para os que venceram em si esse ressentimento, um grande consolo e amparo.
Não acreditem em sua agonia, ela só quer ser respeitada. O paraíso perdido é
aqui mesmo..." (Alma Welt)
"Os nossos sonhos começam a se
realizar quando os do sono se sintonizam com os da vigília e se transfiguram,
adquirindo a acuidade do real. Essa sintonia muito fina só conseguimos quando
mantemos a pureza d'alma. Sonhos corrompidos, quando se realizam, não são duráveis..." (Alma Welt)
"As nações reproduzem as forças mas sobretudo
as fraquesas e o medo dos indivíduos que as compõe. Não se alçam acima deles.
Talvez por isso errem tanto. Daí a verdadeira história da humanidade ser a
história da estupidez humana. As nações temem a morte, daí o seu impulso de
crescimento e de domínio. Tudo é baseado num pânico surdo, insidioso,
latente... " (Alma Welt)
"O ser não tem propriamente uma autonomia
psíquica, que isso nem sequer existe. Somos em relação aos outros e contemos muitos
dentro de nós. Carl Jung chegou a dizer que o "animus" na mulher é
uma legião. Com tantas almas dentro de nós é espantoso que soframos de solidão.
Certamente ela é o adoecimento de nossa "alma titular", que nos
aparta das outras..." (Alma Welt)
"O que chamamos de realidade é
apenas um código comum a todos, que nos faz reconhecermo-nos e respeitarmo-nos
até certo ponto. Mas como a realidade em si é subjetiva, esse código pode não
ser reconhecido por muitos, e temos os loucos e os criminosos. Também os artistas... Mas estes têm um supracódigo que
nos revela o sentido oculto do real." ( Alma Welt)
“Um bom romancista ou prosador é aquele que
apresenta um contributo poético à realidade. Vejam o caso dos maiores, como por
exemplo, Eça de Queiroz, Machado de Assis, Dostoievski e Guimarães Rosa, ou
mais recentemente Gabriel Garcia Marques. É sempre a Poesia a traduzir a vida e
o mundo...” (Alma Welt).
"Estamos todos à sombra de um
vulcão. Ou sob a espada de Damocles. Vivemos uma
tragédia anunciada. Diante disso, a nossa melhor postura é um certo cinismo
existencial. E inocência, como diria Nietzsche..." (Alma Welt)
"Somos expressões de nosso meio
cultural, cada gesto, cada olhar, cada palavra. Dificilmente o transcendemos.
Se avançamos além do que nos foi dado, somos cobrados em nostalgia e remorsos.
A roda quer sempre recompor-se..." (Alma Welt)
"Pode acontecer de confessarmos
nossas fraquezas a outro ser humano sem as termos confessado a nós mesmos.
Quando isso ocorre não sentimos alívio e não as superamos. Mas se somos
suficientemente francos conosco, que é o mais difícil, já não precisamos de um confessor... a mudança já ocorreu." (Alma
Welt)
"Picasso e Hemingway, apesar de grandes
artistas, tinham as suas falhas de consciência. Ambos eram adeptos das
touradas, e o escritor, também das caçadas e pescarias de grandes peixes.
Leonardo da Vinci era vegetariano, mas projetava máquinas de guerra cruéis. Por
quê a consciência humana integral, o homem de alma grande (mahatma) é tão
raro?..." (Alma Welt)
"Uma coisa só é verdade quando pode ser
verdade para todos. Daí Pilatos ter perguntado ao Cristo: " O que é a
Verdade?" E Cristo calou-se. Certamente aquele não era um bom momento para
filosofias..." (Alma Welt)
"O poeta tem o olhar e a sensibilidade atenta
a tudo o que há no mundo, os homens e as coisas. Mas trata-se de um certo
timbre de visão, diferente do cientista e mesmo do filósofo, embora mais
próximo desse. A poesia em si é indefinível, mas reconhecível de imediato pelo poeta
que há no âmago de cada ser humano. Ela não é do âmbito das utilidades, mas tem
o poder de apaziguar os brutos... " (Alma Welt)
"Os poemas nascem da curiosa
necessidade artística de transfigurar o pensamento em beleza, adornando-o ou
despojando-o, mas sempre esteticamente. Isso quer dizer que o outro, o leitor,
é que é levado em conta. Queremos sempre encantá-lo, seduzi-lo... Em última instância, o poeta é também um
vaidoso "enterteiner"...
(Alma Welt)
"Além da morte, a tragédia
básica humana advém do fato inelutável de que a felicidade está atrelada ao
dinheiro desde tempos imemoriais. Talvez desde aquele "ganharás o pão com
o suor de teu rosto", onde tudo começou. A negação desse fato constitui hipocrisia... Na melhor
das hipóteses produz boas piadas de humor negro." (Alma Welt)
"Os maiores mistérios para o ser humano se
relacionam ao próprio ser humano em sua ancestralidade nebulosa. O quê
realmente foi e onde termina a pré-história? Onde começa a História? As datas
especulativas recuam cada vez mais... Quando foi esculpida a Esfinge e para quê
? Não sabemos... mas certamente ela representa o próprio mistério humano..."
(Alma Welt)
"Poetas, contistas e romancistas, gostamos de
brincar de Deus, criando almas e fazendo-as interagirem com as outras, as
autênticas criações dEle. Talvez isso um dia nos seja severamente cobrado. Mas
pensando bem... não é isso que os artistas sempre fizeram? E creio que Deus até
hoje se mostrou indulgente com as nossas micagens..." (Alma Welt)
"Se a velhice realmente nos
tornasse a todos mais sábios, a humanidade já teria superado as suas mazelas.
Mas os sábios continuam impotentes, enquanto os tolos envelhecem no poder, ele
mesmo uma tola veleidade..." (Alma Welt)
"Quando um ser humano descobre o segredo de
sua felicidade, o número infinito de variáveis que constroem o destino
subitamente desaparece e a vida fica extraordinariamente simples. Esse estado é
irreversível: a verdadeira felicidade não nos pode ser retirada, é algo
inerente, não escamoteável. E morremos bendizendo a vida." (Alma Welt)
"O pessimismo, quando profundamente expresso,
é uma prerrogativa dos humanistas. Pois para considerar que as coisas vão mal,
é preciso ter-se em mente um modelo ideal do ser humano. O verdadeiro
pessimista é sempre um idealista, mesmo que frequentemente rabugento..."
(Alma Welt)
"O homem é o lobo do homem, já diziam os
romanos. Assim, as famílias são alcatéias. A reunião de tantas não deu certo,
como não daria entre os lobos. As leis são uma tentativa de moderar a
agressividade e a tendência natural à desagregação. Tem tudo para dar errado.
Daí o número imenso e crescente de presídios e da população carcerária. Tudo
isso vai acabar muito mal, é uma questão de tempo..."
"A Arte não nos pertence. Somos meras antenas
de frequências específicas do Astral, que no máximo sintonizamos por
afinidades. E ela pertence à humanidade, com um relativo usufruto do artista,
que a arrenda, por assim dizer, ao preço de sua vida. É isso que explica o que
chamamos de inspiração..." (Alma Welt)
"Ao contemplarmos o poente, como
a "morte" deslumbrante do sol no nosso inconsciente simbólico, nos
reconciliamos por momentos com a nossa própria morte. Deus nos envia esse
recado todos os dias, convidando-nos à sua contemplação. Estou convencida, como
os antigos, que o sol é mesmo Deus, visível e
consolador..." (Alma Welt)
"Quando se trabalha com a sensiblidade, como é
o nosso caso de poetas, a desenvolvemos a um ponto de não suportarmos mais as
crueldades do mundo. Esse é o maior preço a se pagar pelo dom da
Poesia..." (Alma Welt)
"A Verdade é quase sempre uma pretensão humana
cheia de equívoco e arrogância. A menos que se fundamente no Amor e na
Tolerância... " (Alma Welt)
"As últimas palavras dos gênios no leito de
morte quase sempre foram inventadas por anônimos e são belos achados, cheios de
graça e sentido. A humanidade adora contribuir com algumas pitadas ao caldeirão
cheio de uma vida fecunda. Está tudo certo... é a melhor maneira de
homenageá-los." (Alma Welt)
"Só amamos de verdade alguém quando somos
capazes de amar outros ao mesmo tempo. Desconfio daqueles que têm um único amor
na vida... " (Alma Welt)
“A verdadeira sabedoria é necessariamente
indulgente ou magnânima. Não é sábio quem acusa ou condena. Se tivermos que
julgar, que seja para repartir. Como Salomão...” (Alma Welt)
"A criatividade nasce de uma fonte lúdica e
aventureira, e não da prudência. Portanto, da criança em nós, e não do adulto.
Penso nisso quando vejo o Einstein mostrando a língua ou Picasso dançando com
nariz de palhaço..." (Alma Welt)
"Infelizmente vemos que, ao contrário dos
indivíduos, as Nações não se tornam mais generosas depois de grandes provações.
Ao prometerem a si mesmas nunca mais provar a mortandade, a fome e o
desemprego, elas se tornam duras e egoístas com seus vizinhos, freqüentemente
movendo-lhes guerra." (Alma Welt)
A Terra gira não só para não se queimar... mas para
poder olhar as estrelas!" (Alma Welt)
"A convivência forçada do
instinto com a razão no ser humano permitiu-lhe a sobrevivência, mas também deu
origem às chamadas perversões. Nossos instintos ainda são do animal selvagem em
nós, e a soma dessas duas vertentes foi desastrosa para a humanidade, ocasionando antes de mais nada o
fenômeno da guerra. A guerra só desaparecerá da sociedade humana, quando nossos
instintos selvagens desaparecerem." (Alma Welt)
"As mulheres necessitam do dobro da segurança
de um homem para se imporem. Elas não contam com o resíduo de afirmação que a
força física deixou no inconsciente milenar dos homens. Mas ai delas se
lançarem mão de seus atributos de beleza e sedução para se afirmarem na vida
pública ou de comando. Daí o fato de que o poder endurece e enfeia rapidamente
as mulheres. A famosa frase do Che, creio, era dirigida às
"compañeras"... (Alma Welt)
"Apesar da existência perturbadora e absurda
da Morte, do Sofrimento e da Maldade no mundo, duas coisas nitidamente divinas
são conclusivas quanto à existência de Deus: O Amor e a Bondade. Também o
talento. Mas esse não é conclusivo por si só, sem a presença daqueles dois.
Tanto mais que o diabo também o tem..." (Alma Welt)
"As pessoas que se constituem como um centro
pessoal nem sempre são as que têm mais a contribuir como doação ou obra de
grande interesse comum. A gravitação se dá em torno do carisma pessoal, o que é
um verdadeiro mistério... Por isso vemos grandes artistas solitários, na
história da Arte, cuja obra póstuma adquiriu esse carisma que lhes faltou na
vida. Van Gogh é um exemplo disso..." (Alma Welt )
"A estranha permanência de tudo o que ocorre é
parte essencial do mistério do Tempo. Nada se extingue totalmente. Ouvimos
ainda o ruído de fundo da explosão do Big Bang e captamos sua radiação. E não
estamos ainda dentro do seu processo de expansão? Assim também os fatos de
nossa vida gravados em nós e freqüentemente deixando rastros e vestígios na
memória coletiva e resgatados ou cobrados quando muito erramos.
Não me digam que o passado morreu e que o futuro ainda não existe. O presente os contém e por isso é tão rico..." ( Alma Welt)
Não me digam que o passado morreu e que o futuro ainda não existe. O presente os contém e por isso é tão rico..." ( Alma Welt)
Para seres um artista ou um autor precisas partir
do princípio de que todas as pessoas são tão inteligentes quanto tu mesmo.
Nunca subestimar a platéia, esse é o segredo. Assim não te rebaixarás, não
farás concessões em tua arte, manter-te-hás alto e íntegro... (Alma Welt)
"Nossa sociedade é cheia de absurdos
deploráveis. Homens que galgam postos de comando em empresas fabricantes de
cigarros recebem louvores públicos em reportagem de capa de revistas de negócios
e economia. A meu ver, não vejo por quê sejam diferentes dos traficantes de
outras drogas pesadas e não mereçam o mesmo tratamento das chamadas
“autoridades”. (Alma Welt)
“Um belo texto, inteligente, profundo, se tiver um
único leitor que o pondere e reflita sobre ele, já está justificado. Cumpriu a
sua meta, já que a Arte se dirige não à massa, mas sempre ao indivíduo.” (Alma
Welt)
“O amor de uma pessoa por uma única outra ou por um
animal, já a salva nesta vida. Naturalmente os que estendem o seu amor a todos,
aos homens, aos animais e à Natureza, universalmente, salva não só a si mesmo
mas também aos outros. São esses que justificam a humanidade aos olhos de Deus,
mantendo-a ainda em observação...” ( Alma Welt)
"O fato de que a beleza da mulher está
intimamente relacionada aos seus atributos sexuais de procriação, objetivou a
mulher aos olhos dos homens e produziu a sua sujeição e sua disputa milenar.
Isso atrasou por milênios o desenvolvimento da mulher e sua libertação, já que
no inconsciente masculino permanece como esse objeto de disputa. Mas não
podemos deixar de perceber na própria mulher uma reminiscência primitiva que
poderíamos chamar de “volúpia da sujeição”, que faz com que a mulher pense a
relação sexual como “entrega”, dizendo ao seu parceiro, pelo menos por dentro:
“Sou tua, toma-me!” (Alma Welt)
" Para transformar o paraíso terrestre em
punição ao homem por sua desobediência, Deus precisou simplesmente introduzir
nele o Mal. Este, por sua vez criou não o trabalho, mas o dinheiro; não o
Pecado, mas a idéia de pecado. Mas sobretudo estabeleceu a Mesquinharia sobre a
terra. Esta é que tolhe as asas dos homens. As asas primordiais que um dia
tivemos..." (Alma Welt)
"O fato de a guerra ter sido por
tantos séculos um valor positivo plasmou no inconsciente
coletivo da humanidade a figura e a glória do guerreiro. Hoje já não
acreditamos na guerra e ela nos horroriza como uma reminiscência da barbárie.
Infelizmente a guerra permanece entre nós provavelmente por estar contida no
nosso inconsciente profundo como um dos atributos do animus, o lado masculino
da nossa alma... (Alma Welt)
“A Inveja é um defeito de caráter e um dos sete
pecados capitais. Ela afeta o seu portador e às vezes o destrói. Como todos os
defeitos, a inveja costuma afetar não só seus portadores como os que dela são o
alvo. Atribui-se esse fato a más vibrações emanadas, mas isso só acontece se
nós, enquanto alvos, estivermos em sintonia com essas ondas ou venenos. A
modéstia e o desprendimento são bons antídotos...” (Alma Welt)
"A beleza da Natureza é um consolo ou uma
atenuante ao anátema de Deus ao jogar-nos contra ela como castigo. É como se
Ele nos dissesse: "Estais expulsos, mas podereis sempre ver o que
perdestes!" Mas, pensando bem, pode ser que a intenção de Deus fosse ainda
mais punitiva ou, no mínimo, irônica. Podemos morrer de fome e sede cercados
pela beleza de um paraíso perdido..." (Alma Welt)
"A verdadeira simpatia não é somente um dom, é uma
virtude. Provém não de um desejo ou necessidade de ser aceito, mas de um
genuíno interesse pelo outro. Por isso não podemos forjá-la ou imitá-la. Quem
tenta fazê-lo soa como um falsete ou brilha como a purpurina para o
ouro..." (Alma Welt)
"A humanidade oscila entre a
atração e a repulsa pelo desconhecido. Na verdade ela se divide entre os que o
buscam e os que se defendem dele através dos
preconceitos. Mas os pioneiros arrastam a humanidade tímida atrás de si. São da
raça dos Titãs, remanescentes entre nós..." (Alma Welt)
"A Mentira é uma espécie de tabu. Todos a
praticam sem jamais reconhecerem isso. Em outras palavras: preferimos a
hipocrisia a reconhecer que mentimos. Por isso causa tanta surpresa e escândalo
algué...m reconhecer que mentiu, essa confissão funcionando como uma verdadeira
subversão aos valores do status-quo. Ou tão hilariante como Macunaíma,
pressionado por seus irmãos sobre a estória de perseguir uma paca no asfalto,
dizer subitamente : "Eu menti..." (Alma Welt)
"Costuma-se dizer que a verdade
liberta os homens... Acredito que ela deve, sim,
ser reverenciada, mas assim como o santo nome de Deus ela não deve ser dita em
vão. Mesmo porque, paradoxalmente, em sociedade dizer só a verdade pode ser
muito anti-social..." (Alma Welt)
"O que uma pessoa pensa só tem valor para todos se traduzido em arte. E arte
quer dizer: o "como" está dito. Até um pensamento negativo expresso
por um vilão de uma peça genial, será repetido e refletirá um pouco da alma
humana. Haja vista a famosa fala do Macbeth, de Shakespeare, sobre a vida como
um "monólogo de um tolo, cheio de som e fúria, significando nada..."
(Alma Welt)
“Planejo um dia alcançar a perfeita contemplação.
Quero significar com isso a mais completa integração com o que vejo enquanto
dádivas de beleza da Natureza e do Cosmos. Essa possibilidade nos foi dada
parcialmente aos nossos quatro ou cinco sentidos. Mas o segredo está na alma. É
ela que nos integra, se a desatamos, se a libertamos ainda em vida...” (Alma
Welt)
“Quanto mais vivemos, sob um certo ponto de vista
mais profundo acabamos por aceitar quase tudo o que nós mesmos criamos como
sociedade, como algo necessário. Mas creio que nunca poderei aceitar as prisões
tal como são, um mal vindo do estado. Também os latifúndios, e a corrupção.
Bem... muitas coisas. Talvez eu ainda não tenha vivido o suficiente...” (Alma
Welt)
"Não nos iludamos: não nos tornamos nunca
independentes. Não vivemos um único dia sem o concurso e a tolerância de outro
ser humano. E ao morrer, suprema entrega, legamos nosso incômodo corpo para que
se encarreguem de varrê-lo para debaixo do tapete. O único que podemos fazer é
não produzir muito lixo em vida. E, se possível, algumas flores, que nos serão
devolvidas..." (Alma Welt)
"A morte é um fenômeno tão implacável, por ser
o contraponto necessário à vida, que nos obriga a todos à sabedoria. O
espantoso portanto é haver tanta gente fútil, como se nada estivesse
acontecendo por estar viva... (Alma Welt)
"A felicidade não é um sentimento que
encontramos em circunstâncias externas, muito menos numa situação de posse como
realização amorosa. A felicidade é uma virtude a ser conquistada, e, se nos
conscientizamos disso, ela pode ser atingida. Mas como ela é a mais abstrata e
indefinível das virtudes, o segredo é que para alcançá-la precisamos desenvolver
as outras. O amor certamente é um atalho..." (Alma Welt)
"Os bons artistas devem ser profissionais,
para sem dispersão poderem se dedicar à sua arte. Entretanto não devem ser
avaros ou especuladores dela. Um artista deve vender sim, mas também exibir,
dar e emprestar, conforme o caso, a hora e o lugar. Mas cuidado para não dar
quadros como o Van Gogh ao doutor Gachet, que usou um quadro do louquinho, seu
paciente, para tapar um buraco na tela do galinheiro... " (Alma Welt)
"Creio que somente duas facetas da nossa época
comprometerão irremediavelmente a nossa civilização tecnológica perante a que
vier substituí-la num futuro distante: a corrupção e a vulgaridade. Bah! Também
a da maldade. Mas, pensando bem... todas são do humano, de um modo geral."
(Alma Welt)
"Calculamos que a nossa vida consciente
equivale apenas ao funcionamento de 10% do nosso cérebro. Eu arriscaria afirmar
que no futuro o nosso sentido de realidade se inverterá e a nossa vida
inconsciente, da qual até hoje só tomamos contato através dos sonhos, dos
impulsos e das intuições, irá se superpôr e viveremos um... a nova realidade
mais ampla, maravilhosa, sem limites..." ( Alma Welt)
"Mesmo ao mais solitário dos
poetas apraz contar estórias para o mundo. Não há como existir sem o
outro." (Alma Welt).
"Pobre Solidão, fiel companheira tão detratada por sua semelhança com a Melancolia, a Indesejada..." (Alma Welt)
"Pobre Solidão, fiel companheira tão detratada por sua semelhança com a Melancolia, a Indesejada..." (Alma Welt)
"Um verdadeiro artista é aquele
do qual tu não te cansas. Ele estará sempre ali para
entreter-te, instruir-te, divertir-te, encantar-te e mesmo embalar-te em seus
sonhos, que descobrirás que são os mesmos teus..." (Alma Welt)
"Todo pensamento profundo permite a sua
contradição. Só os dogmas, por serem rasos ou vazios, não a admitem..."
(Alma Welt)
"A faculdade de sorrir é a expressão mais
generosa do ser humano, e no entanto a que despende menos energia, pois é
reflexo do que recebemos. Ela é uma dessas contradições em termos, a que
chamamos milagre." (Alma Welt)
"Ao atribuir o sentido de pecado ao sexo, numa
remota antigüidade, o ser humano adquiriu uma consciência infeliz que por si só
lhe roubou a possibilidade de felicidade plena na terra, e produziu mais mortes
e sofrimento do que todas as guerras juntas. Com esse dogma idiota o homem
castrou a sua liberdade. Foi o primeiro passo da caminhada da estupidez
humana..." (Alma Welt)
"Creio firmemente que um escritor deve carregar
dentro de si toda a história da humanidade, tendo lido e assimilado os pilares
da Literatura, isto é, os clássicos. Não será possível escrever uma única linha
que tenha utilidade ou valor se o escritor não tiver o peso da cultura
universal como lastro ou reserva-ouro de seu texto. Sem isso não passará de um
moedeiro falso..." (Alma Welt)
"Sou nudista na mesma medida dos antigos
gregos. A graça está em desnudar-me com naturalidade, andar por aí pela coxilha
ou pelo meu bosque, para depois, sem pressa, vestir-me... casualmente. Quando
se faz isso desde guria, é curioso perceber como eliminamos o choque e o
escândalo. É verdade que a beleza ajuda muito. A beleza nunca é
obscena..." (Alma Welt)
Não se iludam, o ciúmes nunca é bom. É um
sentimento mesquinho e invasivo. Denota uma veleidade de posse, de propriedade
sobre o outro. O fato dele ser tão comum não o legitima, assim como aos outros
defeitos do caráter e da condição humana, como o ódio, a violência e a maldade.
(Alma Welt)
"Há artistas talentosos que são detratores da
raça humana, e aparentemente desprezam a humanidade. É difícil acreditar em sua
sinceridade, já que a arte é feita para o olhar do outro, e mesmo para o seu
aplauso. Mas reparem: os maiores são humanistas, acreditam no homem, ou pelo
menos nos termos ideais ou potenciais do... humano. E o nosso sofrimento os
enternece e comove..." (Alma Welt)
"A alma de qualquer pessoa é
sempre uma mulher. Os gregos antigos perceberam isso e a chamaram de Psiqué. Os
romanos a chamaram de Anima. Logo se deram conta de que havia uma alma
universal, não pessoal, e a chamaram de Anima Mundi, a Alma do Mundo, poética e difusa. Alma Welt... sou eu...
Perceberam?" (Alma Welt)
"A Poesia consiste num certo olhar que a vida
nos permite sobre ela mesma. Um ponto de vista. Quando descobrimos este ângulo
possível de todas as coisas, já não podemos olhar o mundo fora dele. Trata-se
da revelação do verdadeiro e do real. Qualquer outra angulação passa a ser
fútil ou comezinha..." (Alma Welt)
“O simples fato de construirmos prisões nos
degrada. O ser humano em sua evolução deverá superá-las e encontrar meios de
recuperação e reeducação avançados, talvez por meios tecnológicos, mas
sobretudo magnânimos e compassivos. A vocação do espírito humano é a luz, a
superação do mal, este estigma arcaico e primordial...” (Alma Welt)
"Quanta ingenuidade e idealismo são
necessários para se escrever versos, mesmo que sejam complexos, obscuros ou
amargos!... É preciso querer dar o melhor de si ao outro para escrever poesia,
já que bons versos são pensamentos sublimados, estetizados, por vezes musicais.
Um verdadeiro poeta nunca dirá que prefere bem mais os animais e os respeita
mais que ao homem..." (Alma Welt)
Das pessoas que têm um olhar ingênuo e puro não
sentimos falta do brilho agudo da inteligência. Eis a prova de que o
"fruto da razão" foi um anátema e não um prêmio... (Alma Welt)
"As pessoas verdadeiramente
inteligentes são as que se interessam por tudo, isto é, também por assuntos e
temas alheios às suas especialidades profissionais, ou mesmo seus hobbies e
lazeres. Na verdade não encontramos muitas pessoas
assim..." (Alma Welt)
"Pediram-me dados
autobiográficos precisos. Não sei o que isso seja... Minha vida é minha saga, a
história da minha alma, as estórias que vivi através de minha mente
imaginativa, de minha rica fantasia realista. Como as crianças não distingo bem
entre o de dentro e o de fora. Vivo em Poesia,
sinto muito..." (Alma Welt)
"Estarmos sempre disponíveis
para a nossa própria generosidade... eis a providência que permite o fluxo da
vida. A avareza do coração o estanca e nos atola. Não acreditem que a vida nos
é dada incondicionalmente." (Alma Welt)
Não duvidamos que a vaidade seja um defeito. Mas
como desde os animais ela é quase sempre motivada pela consciência de uma
virtude ou uma qualidade notável, a vaidade é tratada com grande indulgência, e
frequentemente confundida mesmo com uma virtude. O certo é que ela contém um
elemento de ingenuidade que, por exemplo, vista nos animais em sua corte
nupcial nos despertam enternecimento e encanto. Isso também ocorre conosco,
mormente em relação às mulheres... (Alma Welt)
Grandes livros da literatura universal versam sobre
a batalha épica entre o Bem e o Mal, quase sempre representada por batalhas
reais, cheias de armas e morticínios. Entretanto já apreendemos que o mal não
se combate com armas e os verdadeiramente bons nunca formariam um exército
armado. Diante dessa verdade, podemos concluir que as nações e suas leis são
construídas sobre a ignorância e primitivismo da humanidade. Eis, a meu ver, a
razão de não conseguirmos extirpar nenhuma das nossas mazelas sociais. (Alma
Welt)
Ao ser humano é dado refletir sobre todas as
questões de sua existência. Isso não quer dizer que obtenhamos respostas. Mas
os questionamentos, em si mesmos nos fazem crescer. Quanto a eventuais
respostas... bah! delas é que devemos desconfiar. (Alma Welt)
Há uma atração em todos nós pelos sentimentos
primitivos... como a vingança, por exemplo. O cinema americano é em grande
parte dedicado a essa paixão poderosa, que tanto tem atrasado a humanidade.
Isso acontece porque os artistas amam refletir e traduzir todas as paixões
humanas, e a superioridade de espírito não é necessariamente material
artístico. O vilão e o vingador nos seduzem muito facilmente. (Alma Welt)
Toda vez que um ser humano salva a vida de outro ou
de um animal, doméstico ou selvagem, a humanidade dá um pequeno passo em
conjunto, rumo à sua própria humanidade ideal. (Alma Welt)
Não existem guerras gloriosas. Toda guerra se
baseia no que há de pior no ser humano: o ódio, a prepotência, a crueldade e a
vingança. Os povos invadidos e violados acabam se comportando tão mal quanto os
invasores. A primitiva doutrina do olho por olho, ainda vigente, reflete a
resistência do homem à sua evolução teoricamente possível. (Alma Welt)
Pessoas que têm verdadeiro senso de humor não são
vulneráveis à mesquinhez alheia. Quanto humor revelou Galileo Galilei, em
"off " ao ser liberado pelos seus inquisidores por desdizer-se...
" Eppur si muove! " ((Alma Welt)
Lucidez e uma bagagem cultural mais ampla, além
daquela em que estamos inseridos por circunstância de nascimento e de lugar,
nos ajudam a viver mais integralmente a Vida? Creio que não há essa
correspondência.... A maioria dos homens simples está profundamente imersa no
coração da vida. Quanto à ignorância... ah! isso é outra coisa... (de Alma
Welt)
Nossas saudades, contrafluxo do tempo... (Alma
Welt)
Os governos dos países freqüentemente agem como
delinqüentes: mentem, roubam, matam, prendem, escondem, omitem, torcem a
verdade. Isso se deve ao fato de que se acredita que só se pode governar com
absoluto pragmatismo. O ideal e a generosidade não são valores governamentais,
ou da política simplesmente... (de Alma Welt)
As coisas e objetos muito vividos se transformam em
Poesia, desde que as tenhamos amado. É o amor, portanto, que perpetua tudo, até
as máquinas quando se tornam obsoletas. Vejam o que aconteceu com o trenzinho a
vapor, a eterna Maria Fumaça... (Alma Welt)
Carregamos em nós, no nosso inconsciente profundo,
uma espécie de memória do paraíso perdido. Grande parte do nosso esforço vital
é despendido no sentido de superar uma incipiente e persistente depressão
causada por essa perda e pela nescessidade de afirmação diante do trauma dessa
rejeição primordial... (Alma Welt
Moralismo existe quando a pessoa se torna fanática
pela moral. O curioso é que isso só acontece com os hipócritas. Mas os
verdadeiros fanáticos... ah! esses são ainda mais perigosos... (Alma Welt)
Acreditamos que por sermos muito recentes na face
da Terra conservamos traços primitivos, isto é, animalescos, em nossa estrutura
social e psíquica. Entretanto isso não é seguro, pois compartilhamos com os
animais as nossas melhores qualidades, e os maiores defeitos são somente
nossos... (Alma Welt)
Serei lida após a minha morte? Há quem não se
importe nem um pouco...
Mas se toda grande arte é sempre póstuma, isso é o único que importa. Não há nada mais triste do que imaginar, agora, em vida, meus papéis indo para o lixo, folhas manchadas no solo, ou levadas pelo vento...
Quanto desprezo pela humanidade revela aquele que diz : “Depois de mim, o dilúvio”, ou simplesmente: “Que me importa, depois que eu morrer...” (Alma Welt)
Mas se toda grande arte é sempre póstuma, isso é o único que importa. Não há nada mais triste do que imaginar, agora, em vida, meus papéis indo para o lixo, folhas manchadas no solo, ou levadas pelo vento...
Quanto desprezo pela humanidade revela aquele que diz : “Depois de mim, o dilúvio”, ou simplesmente: “Que me importa, depois que eu morrer...” (Alma Welt)
O homem totalmente adulto é detestável. É ele que
cria as leis, as punições e a burocracia. É o criador das prisões e o
destruidor da Natureza. O homem que restaura a Infância, isto é, o olhar
infantil, esse... é o Artista. (Alma Welt)
O ser humano mantém a criança dentro de si toda a
sua vida. Tudo é infantil, no fundo, na sociedade humana, na humana atividade.
Isso seria encantador e inofensivo, se não fosse o perturbador fato de que
também a violência e a maldade já se encontram presentes nas crianças. Vejam
por exemplo, como elas podem ser cruéis entre si, desde a mais tenra
infância... (Alma Welt)
Muitas pessoas me acusam de dubiedade e mistério.
Mas vejam: não somos feito à imagem e semelhança de Deus? Nada mais dúbio e
misterioso que Deus, a ponto de grande parte da humanidade duvidar que Ele
existe... (Alma Welt)
Como cada pessoa no mundo é um universo para si mesma,
a vida em sociedade não seria possível somente com a amarra das leis e das
regras. É a Arte que produz a amálgama desses quase infinitos mundos. A arte
tudo permeia ou alinhava, por isso é chamada de linguagem universal. A Arte do
homem é o paliativo de Deus à Babel das línguas, isto é: a incomunicabilidade
punitiva do nosso orgulho... (Alma Welt)
"Quando guria, muito nova, eu vi
pela primeira vez a Poesia. E ela estava nua..." (Alma Welt)
Por sua desunião a mulher mancomuna-se com a
opressão masculina e perdeu séculos de avanço em sua emancipação. Até hoje em
suas intrigas, ciúmes e rivalidades, o maior inimigo da mulher é a própria
mulher. Na questão sexual, toda vez que uma mulher é intolerante e moralista em
relação a outra, faz o jogo repressivo masculino, que está na base da
dominação. (Alma Welt)
Um mistério que não deixa rastros e do qual ninguém
suspeita, não chega ser um mistério, perdido que está no vazio do Nada. A
vocação dos Segredos é a revelação, o desvelamento... (Alma Welt)
"As pessoas tendem a acreditar que os poetas
têm pouco senso de realidade. "Vivem com a cabeça nas nuvens, não têm os
pés na terra", dizem... Mas é justamente o contrário! Os poetas conhecem
tão profundamente a realidade, que se propõem a traduzi-la. É preciso ser
especialista para isso..." (de Alma Welt)
"Ao homem é dado, em vida, vivenciar em
espírito mil vezes o Paraíso, assim como o Inferno. Não sei por que insistimos
em acreditar que precisaremos experimentar novamente tais coisas após a
morte." (Alma Welt)
O que faz com que a sociedade segregue os loucos, a
par das óbvias inconveniências e incômodos, é, num plano mais profundo e
inconsciente, o fato de que a loucura coloca em xeque nossa razão e mesmo a
desvaloriza. A fragilidade de nossas estruturas racionais, na qual a sociedade
toda se fundamenta, se torna subitamente evidente. Lembremo-nos do conto
"O Alienista" , de Machado de Assis: poderemos bem imaginar todos nós
dentro daquele hospício e os loucos aqui fora. O resultado seria o mesmo."(Alma
Welt)
O império americano teve desde o início da sua
expansão, o cinema de Hollywood como sua ponta de lança cultural, da mesma
maneira que no século XVI os impérios português e espanhol tiveram nesse papel
os jesuítas e sua catequese. A colonização cultural do mundo precede a
econômica e são intimamente ligadas. O cinema permanece como principal produto
de exportação da Matriz, e tem o poder de destruir culturas locais, abrindo
espaço para a expansão do Império. Até os franceses que tiveram esse papel
antes da Segunda Grande Guerra e até há poucos anos resistiam, agora tratam de
aprender a língua inglesa, isto é, americana. As crianças francesas não brincam
de Asterix, mas de Matrix. (de Alma Welt)
Não gosto das pessoas comuns. Aquelas que só falam
e pensam banalidades, vivendo no âmbito das coisas comezinhas do cotidiano, nem
sequer imaginando que há outras maneiras de ser e de viver, mais profundas ou
mais altas.
Antigamente os intelectuais e os artistas costumavam chamar essas pessoas de “burgueses”. Mario de Andrade, por exemplo, tem uma conhecida “Ode ao burguês” que desanca esse tipo humano pela sua insuportável pobreza interior, pela sua platitude ofensiva ao espírito. Infelizmente a grande maioria se encontra nessa categoria, e nisso consiste metade do problema da Humanidade. A outra metade do problema se encontra na presença dominante da Maldade entre os homens. Entretanto devo reconhecer, que se "de perto ninguém é normal", como disse uma vez o filósofo Caetano Veloso, bem de perto também ninguém é totalmente superficial. O ser humano se aliena por necessidade de iludir ou nublar a insidiosa consciência da solidão e da morte, que atormenta a todos. Por isso é a Arte uma linguagem universal, não só para os eleitos ou "profundos". (Alma Welt)
Antigamente os intelectuais e os artistas costumavam chamar essas pessoas de “burgueses”. Mario de Andrade, por exemplo, tem uma conhecida “Ode ao burguês” que desanca esse tipo humano pela sua insuportável pobreza interior, pela sua platitude ofensiva ao espírito. Infelizmente a grande maioria se encontra nessa categoria, e nisso consiste metade do problema da Humanidade. A outra metade do problema se encontra na presença dominante da Maldade entre os homens. Entretanto devo reconhecer, que se "de perto ninguém é normal", como disse uma vez o filósofo Caetano Veloso, bem de perto também ninguém é totalmente superficial. O ser humano se aliena por necessidade de iludir ou nublar a insidiosa consciência da solidão e da morte, que atormenta a todos. Por isso é a Arte uma linguagem universal, não só para os eleitos ou "profundos". (Alma Welt)
Sempre me perguntei a razão da obsessão dos
norte-americanos com a figura do pistoleiro, ou da pessoa, homem ou mulher, com
uma pistola, fuzil ou metralhadora apontando para todos os lados ou
simplesmente atirando compulsivamente. É de uma vulgaridade alarmante! É
estranho como eles não conseguem dispensar essas cenas e as colocam pelo menos
uma vez até em seus raros filmes que não precisariam ter uma cena sequer de
violência. É absolutamente idiota e repetitivo. E eu diria de efeito maligno e
deletério comprovado. A estupidez humana não tem fim...
Uma vez, em Londres, aproveitando a presença de um americano de meia idade, namorado de uma amiga brasileira, perguntei a ele, porque eles valorizavam tanto a figura do inspetor de polícia ou do simples policial, a ponto de 95% de seus filmes girarem em torno dessa figura de funcionário público a que nós latinos não dávamos nenhum valor (até recentemente). A despeito do tom de candura com que tentei revestir meu questionamento e minha voz, a pergunta soou irônica e o rapaz se pôs na defensiva, se sentindo estranhamente ofendido. Argumentou, indignado, que se tratava da “luta entre o bem e o mal”, tema fundamental da condição humana. Mas não me convenceu. Creio que há maneiras mais sutis e mais profundas de abordar essa polaridade, dicotomia, ou mesmo escatologia inerente à humanidade. Já está na hora do cinema tratar os expectadores como adultos, que deveríamos ser...
Uma vez, em Londres, aproveitando a presença de um americano de meia idade, namorado de uma amiga brasileira, perguntei a ele, porque eles valorizavam tanto a figura do inspetor de polícia ou do simples policial, a ponto de 95% de seus filmes girarem em torno dessa figura de funcionário público a que nós latinos não dávamos nenhum valor (até recentemente). A despeito do tom de candura com que tentei revestir meu questionamento e minha voz, a pergunta soou irônica e o rapaz se pôs na defensiva, se sentindo estranhamente ofendido. Argumentou, indignado, que se tratava da “luta entre o bem e o mal”, tema fundamental da condição humana. Mas não me convenceu. Creio que há maneiras mais sutis e mais profundas de abordar essa polaridade, dicotomia, ou mesmo escatologia inerente à humanidade. Já está na hora do cinema tratar os expectadores como adultos, que deveríamos ser...
A meu ver, não importa se alguém acredita ou não na
existência de Deus. Não importa sequer se Ele realmente existe. O importante é
viver como se Deus existisse. (Alma Welt)
Se eu tivesse que fazer considerações sobre a
Poesia,mas de fora da poesia, ou aconselhar um poeta mais jovem e inexperiente,
eu diria:
Não se iludam, a grande poesia não é filosófica e muito menos moralista. Evita o conceitual e também o preconceito. Os bons poetas são aqueles que abordam tanto o lado claro como o obscuro das coisas e dos seres com a mesma intensidade e paixão. O poeta é aquele que é capaz de escrever poemas de igual e indistinguível interesse e valor tanto sobre uma cadeira, como sobre um ovo, uma árvore ou uma criança.
A sensibilidade, timbre e originalidade de visão é o que distingue o bom poeta. Também a paixão, naturalmente. Paixão pela vida, pelos seres e coisas. A intensidade é que distingue os grandes. Mesmo que a própria morte os apaixone e abisme. (Alma Welt)
Não se iludam, a grande poesia não é filosófica e muito menos moralista. Evita o conceitual e também o preconceito. Os bons poetas são aqueles que abordam tanto o lado claro como o obscuro das coisas e dos seres com a mesma intensidade e paixão. O poeta é aquele que é capaz de escrever poemas de igual e indistinguível interesse e valor tanto sobre uma cadeira, como sobre um ovo, uma árvore ou uma criança.
A sensibilidade, timbre e originalidade de visão é o que distingue o bom poeta. Também a paixão, naturalmente. Paixão pela vida, pelos seres e coisas. A intensidade é que distingue os grandes. Mesmo que a própria morte os apaixone e abisme. (Alma Welt)
A Insatisfação, por definição, não pode ser preenchida.
Não tente resolvê-la. Preencha a sua vida com outras coisas. (Alma Welt)
Considerações
realísticas e verossímeis, conquanto “politicamente incorretas” ( de Alma Welt)
Sobre os Bancos
Os Bancos são uma instituição básica e viceralmente perversa. Consiste na tentativa de legitimar um vício : a usura. Os banqueiros no seu início, na Idade Média pagavam juros às pessoas que lhes confiavam dinheiro para guardar ou aplicar em proveito próprio. Isso durou até o fim da primeira metade do século XX, mas depois deu-se a distorção maior, pois de lá para cá os depositantes agora pagam para os bancos guardarem e usarem o seu dinheiro. Os clientes fazem o papel de idiotas inconscientes enquanto os banqueiros são ladrões e vigaristas disfarçados sob uma capa de respeitabilidade que na verdade começa a ser desmascarada.
Sobre a Polícia
As pessoas comuns ingenuamente cobram da polícia proteção e até mesmo uma espécie de justiça preliminar. Entretanto isso é um equívoco, pois a raíz histórica da criação dessa instituição está na Guarda Pessoal dos reis, desde a antiguidade. No Império Romano estava na Guarda Pretoriana dos Césares. A polícia portanto foi criada com a finalidade de reprimir e controlar o povo em proveito dos nobres (ou das elites) . Isto ficou no inconsciente coletivo de qualquer policial individualmente, que no momento da escolha protegerá sempre o mais forte (vejam o caso da polícia militar que entregou três rapazes da favela na mão dos traficantes para serem torturados e mortos).
Sobre o dinheiro
O dinheiro é o sucedâneo da força, e portanto do poder. Podemos dizer que o próprio poder emana do dinheiro. A razão disso é a seguinte: no início das sociedades humanas, ainda tribais, os homens eram caçadores ou predadores. Aquele que trazia mais carne de caça para a caverna, catalisava o maior número de fêmeas portanto de filhos, o que lhe aumentava o prestígio entre os outros caçadores da tribo. Com o tempo o predador se tornou guerreiro e conquistador de outros povos e isso durou a maior parte da história da humanidade. Com a o advento da era industrial, o poder e a força deslocou-se para o homem do dinheiro, este como substituto simbólico do poder, portanto da força. Assim o homem mais atraente às mulheres continua sendo o mais forte, isto é, aquele que traz mais víveres e bens para dentro da “toca”. Agora o homem forte pode ser um baixinho barrigudo e careca, não precisa mais ter músculos, que não são mais sintomas de “força”.
Sobre a Política
A política é arte de seduzir as massas, e de negociar vantagens. A política nasce sempre da hipocrisia, pelas suas origens espúrias, pois nascida entre líderes fracos que temiam ser destronados pelas massas. Nesse sentido podemos dizer que a política é um “mal necessário”, pois segundo a definição de Voltaire, “a hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude”.
Sobre o suposto aumento da violência e falta de segurança no mundo
Este é um dos maiores equívocos de julgamento popular do tempo atual. O mundo nunca foi menos violento ou mais seguro do que é hoje. Quem conhece história universal sabe que nunca houve uma década na história, ou mesmo um único ano em que não estivesse acontecendo um número enorme de guerras espalhadas em diferentes pontos do planeta, com massacres e ignomínias inenarráveis. A guerra é um dado comum na história dos povos, a ponto de controlar, junto com as pestes, a explosão demográfica que assim foi retardada até o século XIX.
Uma senhora idosa que conheci em São Paulo, me disse que não saía mais de casa devido à violência e à insegurança. Eu então lhe perguntei: “Senhora, a sua mocidade se passou na década de 30, não foi? E a senhora sabia o que estava acontecendo na Europa e na Ásia, enfim, no mundo, nesta época? A senhora é contemporânea da Segunda Guerra Mundial, onde mais de 50 milhões de pessoas morreram. A senhora ouviu falar dos campos de concentração nazistas onde seis milhões de judeus, ciganos e comunistas foram torturados e massacrados ou mortos de fome? A senhora sabia que os americanos jogaram duas bombas atômicas sobre cidades do Japão matando instantaneamente mais de 200.000 pessoas e muitos mais milhares a médio e longo prazo com queimaduras dolorosíssimas e doenças degenerativas, câncer, etc... ocasionadas pela radiotividade?”
A senhora, assustada, ficou um momento calada, confusa e então exclamou:
-“Ah! Mas a gente não ficava sabendo...”
Quero dizer com isso, que o único dado novo é desenvolvimento das comunicações iniciado como “Era” no final do século XX. Agora, se um ônibus mambembe de escola, no interior da Índia atravessar uma pinguela sobre um rio infestado de crocodilos, e desgovernado nele cair, saberemos de cada criança e de cada crocodilo devorando-as com detalhes, em tempo real. Possivelmente veremos a filmagem na televisão. O horror não terá mais limites...
Sobre os Bancos
Os Bancos são uma instituição básica e viceralmente perversa. Consiste na tentativa de legitimar um vício : a usura. Os banqueiros no seu início, na Idade Média pagavam juros às pessoas que lhes confiavam dinheiro para guardar ou aplicar em proveito próprio. Isso durou até o fim da primeira metade do século XX, mas depois deu-se a distorção maior, pois de lá para cá os depositantes agora pagam para os bancos guardarem e usarem o seu dinheiro. Os clientes fazem o papel de idiotas inconscientes enquanto os banqueiros são ladrões e vigaristas disfarçados sob uma capa de respeitabilidade que na verdade começa a ser desmascarada.
Sobre a Polícia
As pessoas comuns ingenuamente cobram da polícia proteção e até mesmo uma espécie de justiça preliminar. Entretanto isso é um equívoco, pois a raíz histórica da criação dessa instituição está na Guarda Pessoal dos reis, desde a antiguidade. No Império Romano estava na Guarda Pretoriana dos Césares. A polícia portanto foi criada com a finalidade de reprimir e controlar o povo em proveito dos nobres (ou das elites) . Isto ficou no inconsciente coletivo de qualquer policial individualmente, que no momento da escolha protegerá sempre o mais forte (vejam o caso da polícia militar que entregou três rapazes da favela na mão dos traficantes para serem torturados e mortos).
Sobre o dinheiro
O dinheiro é o sucedâneo da força, e portanto do poder. Podemos dizer que o próprio poder emana do dinheiro. A razão disso é a seguinte: no início das sociedades humanas, ainda tribais, os homens eram caçadores ou predadores. Aquele que trazia mais carne de caça para a caverna, catalisava o maior número de fêmeas portanto de filhos, o que lhe aumentava o prestígio entre os outros caçadores da tribo. Com o tempo o predador se tornou guerreiro e conquistador de outros povos e isso durou a maior parte da história da humanidade. Com a o advento da era industrial, o poder e a força deslocou-se para o homem do dinheiro, este como substituto simbólico do poder, portanto da força. Assim o homem mais atraente às mulheres continua sendo o mais forte, isto é, aquele que traz mais víveres e bens para dentro da “toca”. Agora o homem forte pode ser um baixinho barrigudo e careca, não precisa mais ter músculos, que não são mais sintomas de “força”.
Sobre a Política
A política é arte de seduzir as massas, e de negociar vantagens. A política nasce sempre da hipocrisia, pelas suas origens espúrias, pois nascida entre líderes fracos que temiam ser destronados pelas massas. Nesse sentido podemos dizer que a política é um “mal necessário”, pois segundo a definição de Voltaire, “a hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude”.
Sobre o suposto aumento da violência e falta de segurança no mundo
Este é um dos maiores equívocos de julgamento popular do tempo atual. O mundo nunca foi menos violento ou mais seguro do que é hoje. Quem conhece história universal sabe que nunca houve uma década na história, ou mesmo um único ano em que não estivesse acontecendo um número enorme de guerras espalhadas em diferentes pontos do planeta, com massacres e ignomínias inenarráveis. A guerra é um dado comum na história dos povos, a ponto de controlar, junto com as pestes, a explosão demográfica que assim foi retardada até o século XIX.
Uma senhora idosa que conheci em São Paulo, me disse que não saía mais de casa devido à violência e à insegurança. Eu então lhe perguntei: “Senhora, a sua mocidade se passou na década de 30, não foi? E a senhora sabia o que estava acontecendo na Europa e na Ásia, enfim, no mundo, nesta época? A senhora é contemporânea da Segunda Guerra Mundial, onde mais de 50 milhões de pessoas morreram. A senhora ouviu falar dos campos de concentração nazistas onde seis milhões de judeus, ciganos e comunistas foram torturados e massacrados ou mortos de fome? A senhora sabia que os americanos jogaram duas bombas atômicas sobre cidades do Japão matando instantaneamente mais de 200.000 pessoas e muitos mais milhares a médio e longo prazo com queimaduras dolorosíssimas e doenças degenerativas, câncer, etc... ocasionadas pela radiotividade?”
A senhora, assustada, ficou um momento calada, confusa e então exclamou:
-“Ah! Mas a gente não ficava sabendo...”
Quero dizer com isso, que o único dado novo é desenvolvimento das comunicações iniciado como “Era” no final do século XX. Agora, se um ônibus mambembe de escola, no interior da Índia atravessar uma pinguela sobre um rio infestado de crocodilos, e desgovernado nele cair, saberemos de cada criança e de cada crocodilo devorando-as com detalhes, em tempo real. Possivelmente veremos a filmagem na televisão. O horror não terá mais limites...
A invenção do espelho de vidro, uma das mais antigas da humanidade civilizada, só vingou desde o seu protótipo em tempos imemoriais graças à capacidade prodigiosa desse artefato, imagino que logo detectada por seus criadores, de somente devolver a imagem filtrada pela vaidosa subjetividade de quem nele se mira. Assim, podemos dizer que a expressão "espelho mágico" é uma redundância. Nele somente veremos o que a nossa mente deseja ver. Os pintores oscilaram entre a lisonja e a crueldade até que a fotografia, como imagem compartilhada, veio para desmascarar o espelho e a pintura e reinar para a alegria dos fotogênicos. (Alma Welt)
"Poucos tipos humanos eu tacharia de completos idiotas, mas entre esses certamente eu destacaria os padres evangelizadores que destruíram as culturas indígenas". (Alma Welt)
O Criador supremo deu-nos a vida e a morte, mas também o poder de imortalizar-nos. Qualquer ser pode deixar seu pensamento, sua alma, para sempre gravada na letra. Flagrei-me um dia, numa praia a seguir o rastro de um siri na areia, e portanto a pensar nele. É verdade, o rastro logo foi lavado pelas ondas... Mas uma pobre alma pode deixar seu precário pensamento escrito numa folha perdida e ainda assim despertar considerações sobre si e sua imagem nesta vida. Encontrei no lixo uma folha de papel com o esboço de carta de uma empregada doméstica à sua família e o universo de uma mulher simples e seus sonhos se reconstituiram imediatamente, embora fragmentariamente, inteiros em essência em minha mente e aí permanecerão para sempre em algum nicho da memória. Aliás, só permanecemos na mente ou na alma dos outros, essa é a imortalidade que nos coube...
Alma Welt)
"A grande ironia da política partidária é que a classe operária quando atinge o poder se vinga na classe média, mas passa a bajular os ricos, no mínimo por imitar-lhes os vícios: a corrupção, a acumulação, o desprezo..."
Alma Welt
Consta que a origem dessa exclamação remonta a um episódio da morte na fogueira de um famoso dissidente do catolicismo no século XVI, o suiço Jan Huss, que condenado pela Inquisição e já amarrado no poste do suplício, viu aproximar-se uma velhinha curvada, com enorme esforço carregando nas costas um grande feixe de lenha para vir juntá-lo à pilha sobre a qual ele estava. Huss teria então exclamado filosoficamente: "Sancta Simplicitas!", o que, em latim, quer dizer "Santa Ignorância!"
A frase, de extraordinário alcance como reflexão, nos faz ponderar sobre o conceito de ignorância popular, cujo teor de ingenuidade contém um elemento mortífero e à vezes sanguinário em seu cerne. Quantas vezes a ignorância popular se torna juiz e carrasco ao mesmo tempo, baseada sem dúvida na chamada "melhor das intenções". O juiz Lynch, nos estados Unidos do século XIX, aproveitou-se dessa precipitação julgadora, na verdade vingativa, para tentar legitimar a ação coletiva que viria a levar seu nome para sempre: "linchamento". Assim também o "bem intencionado" médico francês do século XVIII, doutor Guilhotin, imortalizou seu nome no instrumento de suplício, que segundo ele iria poupar sofrimentos aos condenados, pela sua intantaneidade.
Diz um outro batidíssimo dito popular que "de boas intenções o inferno anda cheio"(que minha mãe usava bastante a meu respeito...) e realmente podemos ver como a ignorância exerce seu poder mortífero em todas circunstâncias, na paz e na guerra. A ignorância deve ser combatida pois, mas com benevolência e magnanimidade para não imitar a sua violência latente. O sábio compassivo exclama sem ódio: Santa Simplicidade! Santa Ignorância! Santa Ingenuidade! (Alma Welt)
As pessoas que vivem só para si mesmas são como sementes estéreis: plantadas entre as outras acabam revelando seu vazio. É portanto um equívoco considerar os artistas pessoas egoístas, sementes que somos geradoras de exuberantes frutos para o deleite do outro.
(Alma Welt)
A meu ver, o fracasso (em todas as épocas) das políticas sociais e econômicas em eliminar as desigualdades e injustiças, crimes e misérias do mundo, reside simplesmente no fato de que a humanidade não constitui um corpo homogêneo em seu grau de evolução, e os espíritos estão mais atrasados ou mais adiantados individualmente, produzindo inúmeros segmentos de níveis diversos de evolução espiritual. A sociedade é como uma imensa e complexa teia de fluxos paralelos, muito desiguais, mas simultâneos. Não é possível um tecido homogêneo, portanto nem sequer um entendimento comum das regras e das leis. Tratar-se-ia então de um verdadeiro Caos? Suspeito que sim. Diante do mundo ou da sociedade cada um dá o que tem, conforme o seu grau de evolução. Se me perguntam: “Então não há esperança de uma evolução da sociedade como um todo? Pelo quê então batalhamos, nós, os bem-intencionados?” Eu diria:
Aos benévolos só resta a benevolência. É o que cumpre fazer, não importa se o resultado do seu trabalho, ou do seu simples gesto, seja como uma gota no oceano. Repito: cada um dá o que tem.
(ALMA WELT)
04/08/2006
8
A política é, em última instância, a arte de atingir o poder e de exercê-lo. Esse poder, em princípio, deveria ser o de melhor servir ao interesse coletivo, ao bem comum; mas, atingido, ele logo mostra a sua verdadeira face: ele se corrompe na mão do homem, como sutil ironia de Deus, o grande "mestre-gato"* que não ensina o seu pulo. (Alma Welt)
A política é, em última instância, a arte de atingir o poder e de exercê-lo. Esse poder, em princípio, deveria ser o de melhor servir ao interesse coletivo, ao bem comum; mas, atingido, ele logo mostra a sua verdadeira face: ele se corrompe na mão do homem, como sutil ironia de Deus, o grande "mestre-gato"* que não ensina o seu pulo. (Alma Welt)
7
A invenção do dinheiro criou necessidades no homem que não estavam na origem e essência de sua relação com o mundo, isto é com a natureza. Essa é, a meu ver, a razão fundamental da impotência do dinheiro em eliminar a miséria no mundo. Diz uma lei de física (de Lavoisier) que na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Assim, toda a matéria do Universo é uma mesma e constante, apenas se desloca. O dinheiro sendo matéria não poderia fugir a essa lei. Toda vez que ele é acumulado, cria uma zona vazia, de carência nalgum lugar, como um vácuo em torno do epicentro do acúmulo. (Alma Welt )
A invenção do dinheiro criou necessidades no homem que não estavam na origem e essência de sua relação com o mundo, isto é com a natureza. Essa é, a meu ver, a razão fundamental da impotência do dinheiro em eliminar a miséria no mundo. Diz uma lei de física (de Lavoisier) que na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Assim, toda a matéria do Universo é uma mesma e constante, apenas se desloca. O dinheiro sendo matéria não poderia fugir a essa lei. Toda vez que ele é acumulado, cria uma zona vazia, de carência nalgum lugar, como um vácuo em torno do epicentro do acúmulo. (Alma Welt )
6
O mundo é um processo subjetivo. A objetividade é apenas um código comum. A natureza subjetiva do mundo é corroborada teoricamente pela física quântica de Niels Bohr, diante da qual Einstein perguntou ironicamente : "A lua está sempre no céu?" Não! responderíamos, só lá está para os que a observam nas noites. Em princípio todas as pessoas nasceriam aptas a formar o seu próprio universo, sem o qual a vida acaba se tornando insuportável. A tragédia é haver tantas pessoas que instalam sua alma no vazio entre os átomos de um universo de que sequer suspeitam. Trata-se do homem medíocre, o homem vazio, aquele que adota um modelo do mundo simplificado pela moda, ou mesmo pelos costumes, sem jamais questioná-los. (Alma Welt)
O mundo é um processo subjetivo. A objetividade é apenas um código comum. A natureza subjetiva do mundo é corroborada teoricamente pela física quântica de Niels Bohr, diante da qual Einstein perguntou ironicamente : "A lua está sempre no céu?" Não! responderíamos, só lá está para os que a observam nas noites. Em princípio todas as pessoas nasceriam aptas a formar o seu próprio universo, sem o qual a vida acaba se tornando insuportável. A tragédia é haver tantas pessoas que instalam sua alma no vazio entre os átomos de um universo de que sequer suspeitam. Trata-se do homem medíocre, o homem vazio, aquele que adota um modelo do mundo simplificado pela moda, ou mesmo pelos costumes, sem jamais questioná-los. (Alma Welt)
5
O verdadeiro erotismo não se confunde com a pornografia senão para os menos avisados. Quando isso acontece, geralmente é porque o erotismo, por ser essencialmente livre, às vezes brinca nas águas da pornografia, não para sujar-se mas para adquirir o sabor picante do proibido. Entretanto, paradoxalmente, devemos nos lembrar que a pornografia não é filha da transgressão, mas da submissão, isto é: do sentimento de culpa e de “pecado” em relação ao sexo, e deriva, portanto, do que de pior existe na cultura judaico-cristã : a consciência infeliz.
O verdadeiro erotismo não se confunde com a pornografia senão para os menos avisados. Quando isso acontece, geralmente é porque o erotismo, por ser essencialmente livre, às vezes brinca nas águas da pornografia, não para sujar-se mas para adquirir o sabor picante do proibido. Entretanto, paradoxalmente, devemos nos lembrar que a pornografia não é filha da transgressão, mas da submissão, isto é: do sentimento de culpa e de “pecado” em relação ao sexo, e deriva, portanto, do que de pior existe na cultura judaico-cristã : a consciência infeliz.
A angústia existencial do homem, por mais dolorosa que seja, é na verdade um vestígio atenuado, como um ruído ou radiação de fundo, da incomensurável angústia de Deus que produziu um tal “aperto”que se traduziu por um primeiro buraco negro que atraindo e condensando toda a matéria do universo , chegou a tal densidade que explodiu formando o universo em que estamos. Nossa angústia é, pois, também imagem e semelhança da própria angústia de Deus. Mesmo assim, como longínquo e indistinto eco, ela continua vitimando os poetas e os sensíveis.
O mistério e espiritualidade da verdadeira obra de arte só é detectada ainda hoje pelos últimos sensíveis, que, por definição, são pobres, sem poder aquisitivo. Eles e os artistas estão condenados a morrer de fome. Prevejo (e nisso sou uma pessimista de curto prazo) um triunfo da mediocridade e da banalidade.
No longo prazo, entretanto, a arte sempre encontrará meios e modos de manifestar-se, pois que constitui a própria expressão da alma do mundo.
Há um sentido trágico no simples viver. Consiste no fato de que nascemos e vamos morrer. Entre estes dois pólos fundamentais e misteriosos, tudo o mais seria fútil se não fosse heróico: nosso esforço por nos construirmos e persistirmos diante do inevitável desenlace final. Sim, pois todos os projetos estão fadados ao fracasso uma vez que transitórios. O projeto artístico continua sendo o mais heróico de todos, mas também o mais efetivo. Ele não é pessoal: é de toda a humanidade rebelada diante do perturbador destino comum. É o mais hábil e astucioso plano do homem para ludibriar a morte, pois consiste em plasmar o espírito num objeto qualquer mais durável que a corruptível carne: a madeira , o papel, a tela, a tinta, o mármore, o bronze, o ferro, a letra. Diante da arte do homem, Deus sorri, irônico e enternecido. (Alma Welt )
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